admG: um pouco de história | Calculo de custos graficos, micro e pequenas gráficas
  • AdministraçãoG - 06/10/14

    admG: um pouco de história

    historia

    Início de 1983: Angelo e Artur chegavam a Nova Xavantina, uma pequena cidade no Mato Grosso; cada um a seu modo, com seus motivos e sem se conhecerem. Era final de janeiro, época de chuva brava. Faltando 330 km, o asfalto acaba, a estrada restante é um barro só. Dois dias de viagem se não rodasse nenhuma ponte. Os dois futuros sócios vinham de São Paulo. Artur, gráfico de nascença, Angelo, engenheiro mecânico de formação. Bons empregos ficando para trás. Angelo, gerente de manutenção da Zanini em Sertãozinho; Artur, publicitário da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo.

    Cada um chegou como pode, baldeando a mudança, pegando carona em caminhão, teco-teco, barco, ônibus, até finalmente chegarem à beira do Rio das Mortes. Filhos pequenos, mulher, gato.

    O INÍCIO DE TUDO
    Havia uma pequena gráfica na cidade, Gráfica Cometa, com 2 impressoras minervas, formato 4 e formato 8, com o prazo de validade vencido a muito. As fontes de letras arredondadas e gastas, a grampeadeira manual, coitada, fazia o que podia. A guilhotina facão tinha vários esquadros e o operador tinha que ser bom e “pesado” para conseguir tirar o serviço.

    A compra da gráfica foi em Junho de 1983: entrada mais uma prestação para dali a 6 meses. E lá se foram as reservas da indenização, do fundo de garantia, os carros, o gato, etc.

    A energia na cidade, algumas poucas horas no dia. Um gerador velho junto com muita reza, garantia o resto da produção diária. O problema era colocar aquele bendito gerador para trabalhar; ligar aquele motor não era para qualquer um.

    TEMPOS DIFÍCEIS
    A matéria prima demorava quinze dias para chegar, quando chegava inteira. O pedido era feito no único telefone da cidade, em meio aos gritos de garimpeiros vendendo ouro, compradores de gado negociando, fazendeiros pedindo semente, e do Bradesco passando as ordens de pagamento.

    A família assustada; mas os dois não se assustavam com pouca coisa. A prestação da gráfica vencendo dali a 6 meses, não havia tempo a perder. A cidade tinha pouco serviço. Sair em uma Kombi vendendo impressos para as cidades vizinhas. Vendendo não era bem o termo, o pessoal é que comprava pois era a única gráfica em uma reta de 600 km. Não havia concorrência, nem cheque pré-datado. Era tudo no dinheiro vivo ou no fio do bigode da próxima viagem.

    TEMPOS MELHORES
    Depois foi chegando o asfalto, a energia o dia inteiro, água tratada na torneira, telefone; e junto com tudo isso, a concorrência, os picaretas, os Finames, os FCO e outras encrencas. As máquinas eram outras. A guilhotina nova tinha até esquadro certinho; foi difícil o pessoal se acostumar; impressoras off-set, computadores, grampeadeira Miruna das boas, equipe treinada, qualidade elogiada.

    COMPUTADORES
    Os primeiros computadores chegados na cidade foram trabalhar na gráfica. Na produção de artes e na administração. Era meio dos anos de 1990. Os primeiros programas de administração e orçamento para gráfica começaram a ser lançados, Desde o inicio tínhamos certeza que o computador seria uma peça fundamental em uma boa administração. Os programões de administração e orçamentos eram caros, difíceis de entender, difíceis de trabalhar e principalmente eram feitos para grandes gráficas, exigiam gente especializada para operá-los.

    NASCE O admG
    Por falta de opção começamos a desenvolver e adaptar para o computador os nossos controles feitos no papel. Orçamentos, mais controle de estoque, caixa, contar a receber, etc. No inicio cada programa trabalhava de formas independente. O caixa não se integrava com as contas a receber, nem com os orçamentos aprovados. Mesmo assim foi um avanço muito grande. Nossa administração ganhou qualidade e rapidez. Era o inicio do admG. De la para cá muita coisa mudou. Agora todas as áreas estão integradas, são mais de 20 anos de aperfeiçoamento continuo no dia-a-dia pesado de uma gráfica no Centro-Oeste. Quanto aos programões pouca coisa mudou nesse tempo todo.

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